11 out
Postado em Dextra Sistemas
Qualidade não é algo que possa ser testado, e para o Google qualidade não é igual a testar. Mas também não é possÃvel ter algo de qualidade sem testes. Nessa situação, a qualidade é mais um ato de prevenção, e não de detecção. O teste deve ser um aspecto inevitável do desenvolvimento e é na união de desenvolvimento e testes onde a qualidade é alcançada.
No Google, eles criaram um processo incremental que se alguma alteração gerar muitos bugs, ela é automaticamente revertida. Além de prevenir o cliente dos erros, a necessidade de pessoas dedicadas a testar diminui drasticamente. O foco dos testes então é observar o quão bem este método de prevenção de bugs funciona.
Outro segredo do Google para alcançar bons resultados no desenvolvimento com poucas pessoas de testes, se comparado a muitas outras empresas, é que raramente eles entregam muitas funcionalidades prontas de uma vez só. O objetivo é o oposto: construir o núcleo do produto e lançá-lo a partir do momento que ele for útil para um grande número de pessoas, e assim observar as sugestões crÃticas e trabalhar em cima delas.
Para facilitar essa interação, e o produto provar seu valor e qualidade, uma versão do mesmo passa por diversos canais de desenvolvimento. Para o Google Chrome, por exemplo, há 5 canais: canary, devel, test, beta e release. Cada um deles com seu objetivo e regras para que uma versão do software passe de um canal para outro.
Esta divisão favorece a abordagem chamada por James de “engatinhar, andar e correr” (crawl, walk, run), pois dá a chance de testar e experimentar a aplicação logo no inÃcio e obter o retorno dos usuários o quanto antes, além de todos os testes automatizados que são executados todos os dias em cada canal.
O próximo post da série mostrará como o Google divide os seus testes, com relação ao escopo e o que deve ser testado.
Escrito por Dherik Barison
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